
by Meyl
Os elfos. Durante eras, foram apontados como os responsáveis pela escuridão que um dia dominou o mundo. Não importava o quanto o continente tivesse mudado, nem quantas guerras tivessem sido vencidas — a culpa permanecia. Mas verdades repetidas por muito tempo nem sempre são absolutas. E alguns começaram a perceber isso… tarde demais. No passado, o mundo mudou. Os jornais surgiram como algo revolucionário — nomes ganharam peso, feitos se tornaram conhecidos. O que antes era lenda passou a ser notícia. E, com isso, algo estranho começou a acontecer. Pessoas e objetos fora do comum passaram a surgir. Eles possuíam marcas, símbolos… “desenhos” que ninguém compreendia completamente. Alguns diziam que era evolução. Outros, que era um aviso. Foi nessa época que um nome começou a aparecer com frequência nos jornais: Korgan. Sempre envolto em caos, surgia como uma força imparável. Derrubava figuras importantes, destruía estruturas de poder e desaparecia antes que alguém pudesse detê-lo. Sua imagem era distorcida pelos relatos — um homem descrito como uma besta, feio, descontrolado, quase inumano. E havia mais. Rumores. Sussurros de que Korgan tinha ligação com os elfos. Ninguém sabia o que era verdade, mas isso bastava para alimentar o medo… e o ódio. Então, tão repentinamente quanto surgiu, Korgan desapareceu. Os jornais anunciaram sua queda como um alívio. O mundo respirou. E, aos poucos, ele deixou de ser uma ameaça… para se tornar apenas uma história. Mas histórias mal resolvidas nunca desaparecem de verdade. E então… o início. Sem aviso, cartas começaram a surgir em algumas residências. Não eram entregues — apenas apareciam. Prometiam recompensas. Falavam de propósito. E, acima de tudo, diziam uma coisa: “Você é especial.” Muitos ignoraram. Alguns recusaram. Mas outros aceitaram. E entre eles… alguém que ainda não sabia, mas estava prestes a mudar tudo. A história não começou com a guerra. Nem com a queda de Korgan. Ela começou com uma escolha simples: Aceitar… ou não… uma carta.
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